ADAPTAÇÃO AO NOVO LAR

            Gatos são animais profundamente sensitivos e inteligentes. Existe uma empatia inexplicável de um gato com seu dono, identificada imediatamente quando ambos se conhecem: essa relação é tão profunda, que a compreensão humana não pode explicar. Assim,  é imprescindível que você escolha o gatinho certo para que  sejam felizes, tanto dono, quanto gato (Leia também: Dicas de como fazer uma boa compra).           
           
Escolhido o filhote, peça orientação a respeito dos procedimentos necessários para a adaptação do gatinho  em seu novo lar: felinos, mesmo os de mais tenra idade, são extremamente disciplinados e adotam hábitos regulares; alterar sua rotina sempre representa um stress para ele.
           
Nos primeiros dias,  o  filhote pode sentir-se perdido num ambiente estranho. Inapetência por alguns dias ou uma constipação (intestino preso) são absolutamente normais, apesar de não ser uma regra.
           
Para evitar essas situações,  deixe-o inicialmente num ambiente menor, como num quarto ou qualquer outro local  aconchegante da casa (nunca num banheiro ou lavanderia,  pois são lugares frios e desconfortáveis, podendo provocar uma gripe ou ainda a sensação de abandono no animal), sempre junto com a família: as brincadeiras e carinhos o farão sentir-se bem vindo e amado em seu novo lar.
             Nesse ambiente deverá estar disponível, em local de fácil acesso a ele, a bandeja sanitária, alimento e água fresca e limpa. Boa parte dos problemas gastro intestinais são provocados pela água que bebemos; assim, é bastante aconselhável que seja oferecida água mineral, pois a água de torneira pode conter impurezas e cloro, podendo provocar problemas  gastro-intestinais no filhote, como vômitos e diarréias. Alguns purificadores de água são eficazes no combate de micro organismos; outros não. 
           
A alimentação deve ser mantida exatamente como dantes: alterações bruscas e repentinas podem provocar os mesmos  distúrbios. Todas as alterações alimentares, SE forem necessárias, devem ser feitas de maneira comedida e gradativa, misturando-se pequenas porções do novo alimento ao que já estava sendo oferecido; a cada 3 dias, a proporção  vai aumentando,  até que, em  aproximadamente 15 a 20 dias, a mudança alimentar pode ser completa.
          
O mesmo deve ser observado na administração das vitaminas e suplementos alimentares: as primeiras administrações devem ser de apenas algumas gotinhas, aumentando gradativamente até atingir a dosagem ideal.
           
Para um gato, toda mudança representa um stress: para minimiza-lo, é altamente recomendável administrar vitamina C diariamente: seus benefícios são tantos, que ainda não foram completamente descobertos pela Medicina. O veterinário ou o Criador  deverá orienta-lo a respeito de quais as vitaminas a serem ministradas e  respectivas dosagens, de acordo com idade e peso do filhote. 
           
As brincadeiras e tendências comportamentais diferem de raça  para raça:  ele poderá ser mais ativo, se for um gato de pelagem curta, ou mais tranqüilo, se for de pelagem longa. Os primeiros adoram atividades mais intensas, como escaladas às cortinas, enquanto os persas, pela sua própria estrutura física, preferem brincadeiras terrestres, como correr atrás de bolinhas ou fios pendurados. As diferenças comportamentais também se observam dentro do mesmo grupo de raças: gatos criados dentro do ambiente doméstico são dóceis, meigos, e adoram a companhia humana; os que são criados longe de seus donos e/ou do convívio humano costumam ser assustados e arredios. Tal fator é extremamente importante também na hora da escolha do filhote: observe como os outros animais do Gatil se comportam, sua docilidade, se brincam, se são agressivos, sadios,  etc.
            Gatinhos necessitam ser educados, tanto quanto as crianças humanas: porém, muitos proprietários, divertindo-se com o bebê, deixam a educação para mais tarde, quando ele já estiver com mais idade.  Não deixe para depois: se o gatinho habituar-se a brincar dessa forma, ele não entenderá porque não pode faze-lo, mais tarde.
            Assim, hábitos que não são apreciados devem ser evitados desde a chegada do filhote ao seu novo lar.  Conversar com o filhote, ensinando-o o que ele pode ou não deve fazer é a melhor maneira de educa-lo de modo que respeite a vontade e o espaço de seu dono. Pode parecer incrível, mas ele entende perfeitamente. 
            Cuidado com brinquedos: nem todos são adequados para gatos. Todo e qualquer brinquedo pequeno demais deve ser evitado: eles podem ingerir acidentalmente. Da mesma forma, tudo o que ele encontrar pelo chão será motivo de uma brincadeira esfuziante: clips, moedas, elásticos, palitos de fósforo, botões e todo tipo de objetos que possam ser ingeridos devem ser cuidadosamente guardados, longe do alcance do filhote. Brinquedos com fios longos podem provocar enforcamento, bem como espaços estreitos, como por exemplo a distância entre a cama e a parede: se o gatinho cair no vão, o corpo flexível passa, mas a cabecinha fica presa, e ele morrerá pendurado ali. 
              Produtos de limpeza também representam um GRANDE perigo: a absorção pela pele, e/ou a ingestão por lambedura envenenarão o gato em poucos segundos. Produtos de limpeza atóxicos, como alcool e cândida são os mais recomendados. Evite plantas dentro de casa: eles adoram mastigá-las, mas boa parte delas é letal para os gatos. E, não dispense jamais as redes de segurança: curiosos e 'alpinistas', gatos não se suicidam: são apenas curiosos e não tem noção do perigo que representa uma janela de apartamento aberta. Evite acidentes fatais, que promovem grande sofrimento a todos. 

Texto: Elaine Jordão
Gatil Blaze Star